Rede mafiosa falsificava e vendia carros de luxo

May 29, 2009 by: Admin

Rede mafiosa falsificava e vendia carros de luxo


Automóveis furtados em Itália e na Alemanha tinham como destino Portugal e África. PJ fez quatro detenções.

Um grupo integrado numa rede internacional de tráfico e viciação de viaturas foi desmantelada pela PJ. Estava ligado a uma estrutura mafiosa de Leste que vendia carros de luxo furtados em Itália e na Alemanha. Portugal e África eram os destinos.

A investigação da Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa levou à detenção de quatro indivíduos, três deles de países do Leste europeu e um português ligado à segurança de estabelecimentos de diversão nocturna, já conhecido das autoridades por ter ligações a negócios de extorsão. Foram constituídos arguidos mais dois portugueses, também eles participantes no negócio de venda de veículos. A rede, investigada pela PJ no âmbito da Operação “Via Romana”, em cooperação com autoridades internacionais, como o Gabinete Sirene e a Europol, organizava a venda de veículos na Alemanha, França, Espanha, África e Portugal. A Polícia Judiciária aprendeu sete carros em Lisboa e na margem Sul do Tejo, mas a venda ocorria em todo país. Um dos últimos negócios tentados ocorreu em Trás-os-Montes. Algumas das viaturas já estavam em circulação, como se se tratasse de viaturas legais. Outros estavam em garagens ou estacionados na via pública à espera de serem negociados. A investigação foi iniciada há seis ou sete meses, mas a PJ suspeita que o grupo já actuava no nosso país há cerca de dois anos, segundo fontes policiais adiantaram ao JN. Os três estrangeiros estavam legais. As viaturas eram furtadas em Itália e na Alemanha, em circunstâncias que as autoridades estão ainda a precisar. Os alvos do grupo eram viaturas de luxo, em particular das marcas BMW e Audi. Os furtos eram praticados por outros elementos e foram primeiro detectados pelas autoridades italianas.

As autoridades estão particularmente interessadas em saber quais as técnicas usadas nos furtos, uma vez que se trata de viaturas cuja segurança é muito sofisticada. Aliás é a esta segurança que é atribuída a subida no número de carjacking.

Os veículos furtados eram depois viciados e dotados de documentação falsa e trazidos por estrada para Portugal, onde começavam a ser negociados. Todos estes movimentos foram monitorizados pela Polícia.

A principal saída das viaturas era o mercados dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, se bem que fossem vendidos também no nosso país, através de anúncios publicados na Comunicação Social.

No entanto, houve situações também em que os carros foram vendidos a clientes espanhóis e, noutros casos, a PJ referenciou movimentos de viaturas de Portugal para um porto francês, de onde eram também enviadas, por via marítima para África.

Foram apreendidos vários computadores – que estão a ser vistoriados – e telemóveis, com cartões nacionais e estrangeiros e com vários registos de chamadas, emitidas e recebidas, para o todo o espaço europeu.

Fonte

JN

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