Gangue do multibanco reclama inocência em tribunal
September 26, 2009 by: AdminGangue do multibanco reclama inocência em tribunal
Três arguidos começaram a ser julgados por tribunal de júri. Roubos a caixas multibanco e ‘carjackings’ no centro da acusação do MP
As duas viaturas foram depois utilizadas na tentativa de assalto no Alentejo. Já com a caixa multibanco (em cujo cofre se encontravam depositados 26.370 euros) arrancada do interior da loja, o gangue acabou por ser surpreendido por uma patrulha da GNR, tendo utilizado o veículo de marca Mercedes para se colocar em fuga.
Ainda segundo a acusação, despejaram para a estrada o conteúdo de dois extintores contra incêndios, o que obrigou os militares da Guarda a abrandar a velocidade.
O problema é que um dos pneus Mercedes havia sido atingido por disparos efectuados pela GNR o que obrigou os assaltantes a abandonar o carro, alguns metros à frente, prosseguindo a fuga a pé.
De um grupo inicial de cinco homens, a GNR anunciou a detenção de dois, cerca de uma hora e meia depois, na aldeia de Vendinha. Um terceiro homem seria detido, dois meses depois, pela Polícia Judiciária. Os restantes conseguiram escapar.
Ouvidos em audiência, os três arguidos negaram qualquer envolvimento no caso. Dois deles – Manuel T. e André S., respectivamente com 24 e 27 anos de idade – tentaram mesmo explicar o motivo da sua presença na Vendinha, onde foram detidos.
Manuel T. garantiu ter-se limitado a acompanhar uma amiga, cujo paradeiro não consegue indicar, que se teria deslocado à aldeia para ir buscar roupas e dinheiro a casa de uma tia. Enquanto esperava na rua, apareceu a GNR. “Eles vieram, saíram do carro, não estavam fardados nem nada, começaram a gritar, eu comecei a correr e agarraram-me”.
Já André S. disse ter ido parar à Vendinha depois de, ele próprio, ter sido vítima de carjacking em Palmela. A sua versão é que um indivíduo lhe entrou no BMW, apontou uma arma à cabeça e o obrigou a conduzir até um local incerto onde o mandou sair. “Não tinha noção onde estava”. Depois de caminhar algum tempo, foi detido pela GNR. Questionado sobre o seu envolvimento no assalto desabafou: “Não sei nada disso”.
Também o terceiro homem, António S., com 22 anos de idade, negou qualquer participação nos crimes, apesar de ter sido reconhecido por dois militares da GNR nas instalações da Judiciária.
Os três homens têm antecedentes criminais e encontram-se em prisão preventiva.
Fonte
DN Portugal
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