Gangue do multibanco reclama inocência em tribunal

September 26, 2009 by: Admin

Gangue do multibanco reclama inocência em tribunal

Três arguidos começaram a ser julgados por tribunal de júri. Roubos  a caixas multibanco e ‘carjackings’ no centro da acusação do MP

Os três homens acusados pelo Ministério Público de terem formado um gangue, centrado no Bairro da Bela Vista, em Setúbal, para efectuar assaltos por carjacking e roubos em caixas multibanco, começaram ontem a ser julgados por um tribunal de júri em Reguengos de Monsaraz. Os três arguidos declararam-se inocentes.
Acusados de quatro crimes de roubo e furto qualificados, é-lhes imputado um conjunto de acções violentas que culminou numa tentativa frustrada de roubo a uma caixa multibanco instalada numa loja de conveniência da GALP, em Reguengos de Monsaraz. Foi na madrugada de 10 de Setembro de 2008.
De acordo com a acusação, dias antes os três homens, acompanhados por outros membros do grupo não identificados, atacaram o proprietário de um Mercedes, no Montijo, fugindo com a viatura. Às 00.45 do dia 10 de Setembro, novamente através de uma acção por carjacking, ter-se-ão apropriado de um Audi A4, em Algés.

As duas viaturas foram depois utilizadas na tentativa de assalto no Alentejo. Já com a caixa multibanco (em cujo cofre se encontravam depositados 26.370 euros) arrancada do interior da loja, o gangue acabou por ser surpreendido por uma patrulha da GNR, tendo utilizado o veículo de marca Mercedes para se colocar em fuga.

Ainda segundo a acusação, despejaram para a estrada o conteúdo de dois extintores contra incêndios, o que obrigou os militares da Guarda a abrandar a velocidade.

O problema é que um dos pneus Mercedes havia sido atingido por disparos efectuados pela GNR o que obrigou os assaltantes a abandonar o carro, alguns metros à frente, prosseguindo a fuga a pé.

De um grupo inicial de cinco homens, a GNR anunciou a detenção de dois, cerca de uma hora e meia depois, na aldeia de Vendinha. Um terceiro homem seria detido, dois meses depois, pela Polícia Judiciária. Os restantes conseguiram escapar.

Ouvidos em audiência, os três arguidos negaram qualquer envolvimento no caso. Dois deles – Manuel T. e André S., respectivamente com 24 e 27 anos de idade – tentaram mesmo explicar o motivo da sua presença na Vendinha, onde foram detidos.

Manuel T. garantiu ter-se limitado a acompanhar uma amiga, cujo paradeiro não consegue indicar, que se teria deslocado à aldeia para ir buscar roupas e dinheiro a casa de uma tia. Enquanto esperava na rua, apareceu a GNR. “Eles vieram, saíram do carro, não estavam fardados nem nada, começaram a gritar, eu comecei a correr e agarraram-me”.

Já André S. disse ter ido parar à Vendinha depois de, ele próprio, ter sido vítima de carjacking em Palmela. A sua versão é que um indivíduo lhe entrou no BMW, apontou uma arma à cabeça e o obrigou a conduzir até um local incerto onde o mandou sair. “Não tinha noção onde estava”. Depois de caminhar algum tempo, foi detido pela GNR. Questionado sobre o seu envolvimento no assalto desabafou: “Não sei nada disso”.

Também o terceiro homem, António S., com 22 anos de idade, negou qualquer participação nos crimes, apesar de ter sido reconhecido por dois militares da GNR nas instalações da Judiciária.

Os três homens têm antecedentes criminais e encontram-se em prisão preventiva.

Fonte

DN Portugal

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