Gangue acusado de 80 assaltos e roubos por carjacking

August 2, 2010 by: Admin

Gangue acusado de 80 assaltos e roubos por carjacking

Um grupo de jovens do Grande Porto acaba de ser acusado de cerca de 80 assaltos, mais de metade a gasolineiras. Foi apanhado em escutas telefónicas a comunicar por código para negociar viaturas e tabaco furtados. Processo investigado pela PSP tem 16 arguidos.

A saga criminosa estendeu-se a vários concelhos da região Norte, com incidência no distrito do Porto e no Vale do Sousa. Só no primeiro semestre do ano passado, o gangue terá sido responsável por 44 assaltos por arrombamento a postos de combustível, de onde foram levadas grandes quantidades de tabaco. O método tornou-se quase uma imagem de marca: os assaltantes recorriam a cabos e ganchos, que engatavam em viaturas, para rebentar as grades de protecção das lojas de conveniência, provocando prejuízos avultados.

Além das gasolineiras, os suspeitos terão visado pelo menos três ourivesarias, duas tabacarias e um café. Actuavam de madrugada, em grupos de dois a cinco, encapuzados e munidos de armas, para o caso de os planos não correrem como o previsto. Outra “especialidade” seria o furto/roubo de veículos: a acusação contabiliza 33 casos, maioritariamente de carros subtraídos na via pública ou no interior de garagens, sem que os proprietários se apercebessem. Mas também há registo de quatro situações violentas, de carjacking, em que os condutores foram ameaçados com navalhas ou armas de fogo e, em determinadas ocasiões, vítimas de agressões.

A Divisão de Investigação Criminal (DIC) da PSP do Porto concentrou todos os inquéritos e referenciou como núcleo duro do grupo seis indivíduos, com idades entre os 19 e os 26 anos e oriundos dos concelhos de Valongo, Porto e Maia. Cinco estão actualmente em prisão preventiva, situação em que se encontrava um sexto elemento, que acabaria por morrer na cadeia de Custóias.

Nas escutas telefónicas, a PSP teve de descodificar a linguagem usada pelos arguidos nos preparativos dos assaltos e na venda do material obtido nos crimes. Por exemplo, ao falarem em “estrela” referiam-se a carros da marca Mercedes; “leão” era a designação para viaturas da Peugeot, numa alusão ao símbolo daquela marca; um “bote” era um carro em geral e uma “fêmea” seria uma carrinha. “Cana de pesca” e “fisga grande” (caçadeiras); “fisga pequena” (revólver ou pistola); “revistas” (maços de tabaco) e “ir trabalhar” (ir furtar) também eram termos recorrentes. Em diversas conversações interceptadas, os jovens surgiam a fazer contactos com receptadores para vender os veículos e o tabaco. Entre os negócios, destaca-se o de um Mercedes avaliado em 30 mil euros que foi “oferecido” por 1300 euros… Já o tabaco encaminhado para um indivíduo, também arguido, iria render 1020 euros a cada um dos quatro operacionais envolvidos no furto.

Várias acções de vigilância efectuadas a membros do grupo, vistos muitas vezes a circular nos veículos furtados, localizações celulares de telemóveis, o material apreendido nas buscas, dezenas de carros recuperados e algumas detenções em flagrante durante o processo foram outras das provas recolhidas.

A DIC pôs termo à actividade do gangue em 2 de Julho do ano passado, com a operação “Sirius”, desencadeada horas depois dos últimos dois ataques: num posto de combustível da Prio, em Pedrouços (Maia), e numa ourivesaria na zona da Batalha, no Porto, de onde foram furtados 50 mil euros em ouro, jóias e relógios.

A acusação, deduzida recentemente pelo Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto, implica um total de 16 indivíduos. Além dos principais suspeitos e de alguns colaboradores, irão responder em tribunal quatro alegados receptadores. O julgamento ainda não tem data conhecida.

in Jornal de Notícias

Estas notícias são assustadoras, mas não tem que ter medo do Carjacking. Saiba mais sobre o car locator, o sistema anti-carjacking da Inosat!

Filed under: Notícias
Tags: , , ,


Bookmark and Share

Leave a Reply