Evolução do Carjacking
Homens são mais afectados pelo Carjacking
O fenómeno não é novo, embora não tenha registado muitos casos nos últimos meses no concelho. O roubo violento de viaturas, vulgarmente designado por ‘carjacking’, tem como principais vítimas os homens, com idade superior a 44 anos.
O crime é praticado sobretudo, no período nocturno, com os larápios a aproveitarem-se da falta de luminosidade e de um menor movimento que se verifica nas ruas, factores que permitem camuflar a autoria destes crimes. Preparados com promenor, estes actos não surgem habitualmente de forma espontânea, como acontece com os furtos de viaturas e, principalmente, os furtos de interiores de viaturas, considerados crimes de oportunidade.
O roubo violento de viaturas é praticado com recurso à violência com armas de fogo, armas brancas conjugadas com a coação física e/ou psicológica. Os dados indicam que 70% das viaturas acabam por ser recuperadas.
Medidas
São vários os conselhos deixados pela Polícia de Segurança Pública para evitar este tipo de crime, chamando-se particular atenção ao ambiente envolvente e eventuais suspeitos. Evitar locais escuros e sombrios, onde a vitaura poderá facilmente ser alvo de roubo.
Furtos de objectos
No caso dos furtos de objectos localizados no interior das viaturas, a principal medida de protecção passa, principalmente, por não deixar objectos no interior das mesmas, objectos que suscitem a curiosidade do larápio e o incentive a furtá-los. Nunca deixe uma chave suplente guardada no porta-luvas. Poderá também usar trancas, bengalas de pedais de forma a evitar que a viatura seja furtada. Instalar um dispositivo anti-roubo que será accionado quando alguém tentar abrir o carro é também outra solução.
Fonte: Correio do Minho
Carjacking cai mais de 10% no primeiro semestre
Entre Janeiro e Julho deste ano, as autoridades registaram um decréscimo superior a 10% no crime de carjacking, face ao período homólogo. É nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto que o roubo violento de veículos na presença do condutor continua a ser preocupante
As autoridades registaram um agravamento da mesma ordem dos assaltos a comerciantes de ouro, sobretudo na zona Norte do país.
«Os criminosos também se adaptaram e adequaram as suas tácticas. E é evidente que continuam activos, mas apenas com outras estratégias», aponta Paulo Rodrigues, da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, defendendo que a Polícia não deve baixar a guarda perante estes indicadores: «Só nos apercebemos de que estamos muito atrasados quando as coisas acontecem várias vezes. A Polícia não deve estar à espera dos acontecimentos, antes tentar antever a realidade futura». O secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, Mário Mendes, prepara-se para anunciar nos próximos dias os valores semestrais da criminalidade. Fonte: Sol
Carjacking aumentou 22,59 % em 2008
O carjacking registou um aumentou de 22,59 por cento em 2008 face aos 487 casos participados em 2007, revela o Relatório Anual de Segurança Interna. Os distritos com o maior número de ocorrências em 2008: -Lisboa com 231 incidentes -Porto com 151 casos -Setúbal com 131 Neste ilícito criminal maioritariamente praticado no período compreendido entre as 19H00 e a 01H00 ( cerca de 40% dos casos) e por grupos de 2 a 4 indivíduos ( em cerca de 70% dos casos), a utilização de arma continua a constituir elemento característico, tendo sido referida a sua utilização em cerca de 67% dos incidentes participados.
No ano de 2008 registaram-se 47 casos de carjacking a transporte de tabaco, mais 7 que o ano anterior, É um crime que é praticado na maioria dos casos por grupos de indivíduos e com recurso á arma de fogo (dados GNR e PSP).
Fonte
Relatório Anual de Segurança Interna
Carjackers preferem a sexta-feira
Os dias do fim-de-semana e a quinta-feira são os que registam o menor número de ocorrências, não permitindo estabelecer um padrão de estudo comportamental definido.
Fonte: Relatório do Ministério da Administração Interna
Carjacking ocorre em horários de menor visibilidade
As horas em que existe maior número de ocorrências são as de menor visibilidade e actividade nas ruas, aumentando inclusivamente a capacidade de fuga.
Fonte: Relatório do Ministério da Administração Interna
Evolução do Carjacking em Portugal
Este fenómeno começou a surgiu em 2003, registando-se principalmente na grande Lisboa (Olivais e Benfica, Telheiras, Lumiar, linhas de Sintra e de Cascais e no concelho de Loures) e grande Porto.
Em 2005, o recurso a este crime violento sofreu um boom – no total registaram-se 397 casos. Mas em 2006, o número de carros roubados com ameaça de arma de fogo e violência física sofreu um decréscimo passando a ser de 365 casos, devido à detenção e desmantelamento de grupos de assaltantes que se dedicavam a esta prática.
Mas em 2007 torna a ter um aumento muito significativo passado de 365 para 487 casos, registando-se assim um aumento de mais 122 casos relativamente a 2006.

O aumento do carjacking não pode ser dissociado do facto de os dispositivos de segurança e prevenção de furto terem melhorado a sua eficácia, tornando muito mais difícil o simples furto do automóvel e tornando necessária a apropriação ilícita do veículo com o condutor no seu interior ou na sua proximidade, bem como a crescente utilização quotidiana de veículos em circuitos fechados, e logo, ficando mais fácil preparar e encetar uma acção criminosa desta natureza.
Fonte: Relatório do Ministério da Administração Interna







