O que é o CARJACKING
O que é o carjacking e sua origem?
O CARJACKING é um fenómeno criminal que teve origem na década de oitenta nos Estados Unidos da América, sendo primeiramente conhecido por “HIGHJACKING”, que significava o roubo de viajante ou veículo em trânsito ou roubo do veículo pelo uso da força.
O conceito de “HIGHJACKING” abrange todos os tipos de veículos, onde se incluem barcos, aeronaves, comboios, automóveis, motociclos, etc.
Mais recentemente, e devido à especificidade e aumento das acções levadas a cabo envolvendo automóveis, surge o conceito de CARJACKING, ou seja, tentativa ou consumação do roubo da viatura, em que esta é retirada à vítima com uso da força ou ameaça.
A origem do CARJACKING estará relacionada com a evolução dos sistemas de segurança dos automóveis, que os bloqueiam e impedem o velho truque da ligação directa. Como só é possível pôr o carro a funcionar com a respectiva chave, a solução é roubá-la, ameaçando ou agredindo o condutor, e levar também os documentos da viatura. O CARJACKING pode ocorrer por várias razões sendo que as principais são: -comércio da viatura ou partes da viatura no mercado negro; – Fuga a um local de crime; – Ou mesmo por diversão.
Cenários mais comuns do Carjacking
A Região Norte tem sido fértil em assaltos a casais, sobretudo os que se encontram no interior de viaturas de alta cilindrada paradas junto a praias ou outros sítios mais ermos.
As orlas costeiras de Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Gaia, Esposende e Matosinhos são as mais procuradas pelos assaltantes, que actuam quase sempre em grupo e armados. Nos últimos tempos, a PJ do Porto e a de Braga desmantelaram pelo menos três gangues «especializados» neste tipo de acções criminosas. Muitas vezes os assaltantes surpreenderam as vítimas durante a madrugada, partiram os vidros das viaturas e obrigaram-nas a sair. Além dos carros, levaram-lhes todos os bens de valor.
Globalmente, a via pública é o cenário mais comum do carjacking (43,3 por cento), seguindo-se as situações em que os condutores estão em manobras de estacionamento (16,97 por cento) ou estão a chegar às residências (8,79 por cento). Em 8,18 por cento do total de ataques registados, as vítimas foram levadas à força até caixas multibanco e obrigadas a revelar os códigos dos cartões de crédito.
Carjacking ocorre sobretudo à noite nos centros urbanos
Homens entre os 21 e os 30 anos com automóveis topo de gama são as principais vítimas de carjacking, crime que ocorre sobretudo entre as 19:00 e as 07:00 nos centros urbanos de Lisboa, Porto, Setúbal e Braga.
A caracterização do carjacking (roubo violento de veículos na presença do condutor) consta no relatório final do grupo de trabalho criado pelo Ministério da Administração Interna para combater este tipo de crime. Segundo o documento, a maior parte dos casos de carjacking, que são habitualmente executados na via pública, nomeadamente em locais de estacionamento isolados e acessos a residências ou a saídas de garagem, são praticados por grupos de dois a quatro indivíduos, que geralmente recorrem a uma arma branca.
Apesar de não existir um padrão de estudo comportamental definido, os fins-de-semana e as quinta-feiras são os dias que registam o menor número de ocorrências, refere o relatório, que diz ainda que o carjacking é um crime instrumental para a prática de outros crimes, como o roubo a estabelecimentos comerciais e instituições financeiras.
Em 2007, o carjacking aumentou 33 por cento face a 2006 e no primeiro trimestre deste ano mantém-se a tendência de aumento deste tipo de crime. Tendo em conta o aumento, o Ministério da Administração Interna (MAI) criou, em finais de Março, um grupo de trabalho que tem como missão elaborar propostas de medidas para “prevenir e contrariar” este fenómeno.
O grupo de trabalho entregou quarta-feira ao MAI o relatório final, no qual propõe como principal medida para combater o carjacking que as forças de segurança disponham de um sistema de leitura automática de matrículas para que possam cruzar essa informação com bases de dados. Aquisição de equipamento para as forças de segurança, lançamento de uma campanha e informação e a celebração de protocolos entre o MAI e as entidades representantes dos sectores dos seguros, leasing, renting e comércio de automóvel para a criação de condições favoráveis à aquisição de sistemas de protecção da viatura e das vítimas são outras medidas propostas.
O grupo de trabalho é composto por representantes do Ministério da Administração Interna, das forças de segurança, do Gabinete Coordenador de Segurança, e de associações representativas dos sectores segurador, leasing e renting e comércio automóvel.
Tendo por base o relatório apresentado, o ministro da Administração Interna assinou hoje um despacho, no qual refere que concorda com as medidas apresentadas, tendo agora o grupo de trabalho 30 dias para as concretizar. O parlamento discute sexta-feira um projecto apresentado pelo CDS-PP que prevê alterações ao Código Penal através da criação de um crime específico para o carjacking punido com pena de prisão de cinco a 15 anos. Além das alterações ao Código penal, o CDS-PP também apresentou na Assembleia da República um conjunto de 15 medidas para prevenir e combater os roubos de viaturas com violência na presença do condutor. O roubo de automóveis com recurso a armas é um crime já punido pelo Código Penal com pena de prisão de três a 15 anos.
Fonte: TVS
Onde e quem é que os Carjackers procuram?
Sendo um crime de oportunidade, os criminosos não escolhem sexo, idade ou raça, mas sim a vitima mais vulnerável a um ataque, podendo assim acontecer em qualquer lugar embora alguns locais sejam mais vulneráveis:
- - Cruzamentos controlados por semáforos
- -Caixas Multibanco (ATM’s);
- -Áreas de serviço em Self-service e lavagens de carros;
- -Locais ermos ou com fraca iluminação;
- -Zonas residenciais.
- -Parques de estacionamento e garagens que ficam em zonais mais escondidas.
Existe um factor que aumenta a possibilidade de ocorrer carjacking, a preferência por carros de luxo, pois estes são facilmente vendidos inteiros ou em peças.






