Carjacking em Portugal desce 30 por cento

March 25, 2010 by: Admin

Carjacking em Portugal desce 30 por cento

Depois de três anos de más notícias, a criminalidade baixou em 2009. De facto, o carjacking desceu 30 por cento, o que representa uma diminuição significativa. Diminui, também, o número de ofensas à integridade física ou de roubos por esticão. Mais modesta é a redução dos casos de homicídio, que caem apenas 0,6%. Além de insistir na “inflexão da tendência”, Rui Pereira, ministro da Administração Interna, destacou o facto de serem resultados de um ano de crise económica, que tende a propiciar mais assaltos e problemas de segurança.

Mas esta diminuição, nos crimes violentos e graves, acaba por ser relativa, tendo em conta que o termo de comparação, 2008, foi um dos piores anos de sempre. Porém, “mais importante do que a percentagem, o positivo é ter-se registado uma inversão da tendência de aumento” que se mantinha desde 2006, afirmou ontem Rui Pereira.

O ministro assegura também que muitos dos crimes resultam da “proactividade das forças de segurança”, ou seja, são participações resultantes da fiscalização. Segundo os dados fornecidos, são 52 412 os casos nesta situação, equivalentes a 12,6% do total. Parte significativa diz respeito a crimes rodoviários.

Depois dos números principais já divulgados e da disponibilização pública, o relatório anual será discutido nas primeiras jornadas de segurança organizadas, amanhã e sábado, pelo governo. Ocasião para serem ainda apresentados um inquérito nacional de vitimação (que constava dos objectivos do último governo e chega com um ano de atraso) e um estudo sobre delinquência juvenil. Os únicos indicadores a este respeito apresentados ontem são de que a delinquência juvenil e a criminalidade grupal representam cerca de 3% do total das estatísticas. A criminalidade grupal baixou 1%, mas não foi avançada a evolução da delinquência juvenil.

O relatório, que hoje será colocado no site do Ministério da Administração Interna, será este ano “mais sintético” do que o habitual e com inovações na apresentação. Pretende-se um documento “mais facilmente legível por qualquer cidadão” e com um olhar mais analítico para as clivagens geográficas e para “fenómenos que geram particular perturbação”. Um exemplo: analisa-se o período da semana em que se concentram mais crimes de carjacking. Se puder, não circule de carro entre a meia-noite e a uma da manhã de quintas-feiras.

in Jornal i

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